Cinema e Psicanálise - GENTE COMO A GENTE

September 27, 2017

“Gente como a gente” não trata da vida de pessoas famosas ou heróis, mas de
pessoas comuns: uma família com dramas explícitos e secretos. Um adolescente
angustiado, que quase desistiu da vida. Um pai amoroso e conciliador, tenta manter a
família unida. Uma mãe protocolar que nega as emoções. Sofrem com a tragédia da
perda do filho mais velho. Seus diálogos são verdadeiros “duelos verbais” por onde
explodem sentimentos até então encarcerados: injustiça, brutalidade, culpa, surpresas, ódio, estranhamento, medo, vazio existencial. Um terapeuta é fundamental para ajudar o jovem a se reestruturar, oferecendo-lhe uma presença firme e amorosa, convocando- o de um estado de morte psíquica para a vida. Terão de reviver dolorosas experiências emocionais para poder reencontrar sentidos para suas vidas. Robert Redford, estreante, dirigiu uma narrativa com progressiva carga
dramática, enfatizando: planos médios e closes nos atores, cores sem vida para os
figurinos, tons escuros e cenas noturnas para acentuar o crescente sofrimento do
personagem principal. Afora o belo “Canon in D”, de Pachelbel - única música do filme - mantém a trama próxima à vida como ela é: com dramas recheados de silêncios...

 

 

 

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